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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Fechando por tempo indeterminado.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Selinhos


Estes dois selinhos foram indicados pela Kézia, do blog que eu adoro: O Fantástico Mundo da Arte
Devo indicar a dez blogs (vide final do post) e responder:
1) Conte um sonho que você tem:
Montar um abrigo para animais abandonados.
2) Uma frase que veio na cabeça:
"Eu passo quieta por você, você passa quieto por mim, e eu ainda escuto o barulho que a gente faz." (Tati Bernardi)
3) Seu maior medo:
Sem tender à uma resposta mais obscura, sapos.
4) Um livro que você leu e ficou sonhando:
A mulher do viajante no tempo, de Audrey Niffenegger.
5) Seu (sua) melhor amigo:
Caroline Covatti, amiga há 12 anos.
6) Uma música que te faz sonhar:
Free Bird - Lynyrd Skynyrd
7) Você tem um amuleto? Qual é?
Não tenho, não acredito nessas coisas.
8) Um sonho que você teve e ficou com medo:
Com certeza, entre todos, os piores são aqueles onde morre alguém querido.


Esta gracinha eu ganhei da Elaine Freitas, do blog Iluminar Sempre! Uma linda, com um blog mais lindo ainda!



Este veio da Carolina! As regras são:
1) Dar o link de quem te indicou (super importante): Cantinho da Carolina
2) Dizer 5 roupas/acessórios que você não abre mão:
- Sapato de salto
- Rímel
- Blush
- Brinco
- Bolsa
3) Indicar 5 ou mais blogs que você considera "estilosos"

Bom, indico todos os selinhos aos seguintes blogs:

Um beijo e muito obrigada pelos selinhos, meninas!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Mel & Girassóis - Caio Fernando Abreu


Taí. Se eu tivesse que escolher um escritor brasileiro para chamar de meu favorito, seria Caio Fernando Abreu. Tudo que ele escreve, por mais banal que seja, é lindo. Ninguém descreve tão tristemente a solidão, a amargura e a falta de perspectivas na vida. Ninguém fala do cotidiano de forma tão verdadeira e, ao mesmo tempo, tão poética. Ninguém traz essa mescla de sentimentos ao coração do leitor com tamanha habilidade.
Mel & Girassóis é uma coletânea de 16 contos do autor, divididos em três categorias: trajetória, solidão e reencontro. São bem visíveis as diferenças entre os selecionados de cada classe. Em Trajetória, os contos mostram fatos que, de alguma forma, marcaram a vida dos personagens e mudaram seus rumos. Solidão fala por si só. E na categoria Reencontro, onde constam apenas dois contos, a esperança de que o amor ainda seja algo real.
Um pouco sobre os contos:

Para uma avenca partindo: "(...) esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento, essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente (...)".
Retrata a dificuldade humana em falar sobre sentimentos e em lidar com a partida de um amor.

Pela passagem de uma grande dor: Um telefonema noturno, a distância, a saudade, a necessidade de um diálogo. A dor escondida em assuntos corriqueiros.

Os sapatinhos vermelhos: Caio retrata o abandono e o que ele causa à alma. Adelina precisa aprender a viver sem o homem do terno cinza. A maneira que encontra para tanto é contraditória: perder-se na noite calçando os sapatos vermelhos que ganhou dele e levando para casa três homens de uma só vez.

Linda, uma história horrível: A visita inesperada de um filho à sua mãe. Distanciamento, dificuldade de relacionamento, receio de amar e demonstrar. Mesmo entre duas pessoas que vivem uma ligação eterna pode haver um abismo imensurável.

Aqueles dois: O amor homossexual de Raul e Saul e o preconceito social. Um conto delicado, extremamente romântico e singelo.

Mel & Girassóis: O conto homônimo ao livro mereceu seu destaque. É explêndido e emocionante, na medida em que dois corações solitários se encontram e se amam pouco a pouco. Sem fome, sem obrigação, sem desespero. Apenas o conforto de um abraço, de uma dança, de uma companhia. Ela e ele - personagens sem nome - se encontraram em meio às férias de verão. Mas férias de verão acabam e ambos sabem disso.

Como é comum nas obras do autor, pouco personagens recebem nomes próprios. A grande maioria é tratada por pronomes e caracterizada por seu tipo físico ou personalidade. É um recurso que Caio utiliza para, entre outras coisas, mostrar como os seres humanos padecem de dúvidas e carência de identidade em meio à sociedade.
Enfim, ainda que os outros contos não fossem excelentes, Mel & Girassóis, o último, já faria o livro valer a pena. Mas este não é o caso, já que perder-se nas páginas de Caio Fernando Abreu é sempre um deleite à alma e a certeza de uma leitura divina!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O menino do pijama listrado - John Boyne


O texto de orelha diz: "Caso você comece a lê-lo, embarcará em uma jornada ao lado de um garoto de nove anos chamado Bruno (embora este livro não seja recomendado a garotos de nove anos). E cedo ou tarde chegará com Bruno a uma cerca. Cercas como essa existem no mundo todo. Esperamos que você nunca se depare com uma delas."

O leque de opções literárias a respeito da Segunda Guerra Mundial é vasto. Muitas obras têm cunho jornalístico, outras tantas criam maneiras rebuscadas de contar aos leitores os horrores daqueles seis anos de massacres, extermínios e luta pela sobrevivência. Seja com fatos puramente reais ou mesmo pinceladas de ficção, o assunto consegue cativar milhões de leitores. John Boyne trouxe mais um exemplar ao acervo, mas desta vez a história é contada e vista por uma garoto de nove anos, Bruno. E quando o Holocausto é visto pelos olhos de uma criança, consegue se tornar ainda pior e infinitamente mais triste. São os olhos da inocência conhecendo o que não deveriam, presenciando um circo de horrores, vivendo seu fim ou, ainda, algo que lhes marcará para sempre.

Com seus nove anos e a vida bem estabelecida em Berlim, Bruno fica desolado quando descobre que está indo embora graças à transferência de seu pai, um oficial alemão de alta patente. Da nova casa em Haja-Vista, Bruno enxerga apenas vazio e um futuro sem outras crianças com as quais pudesse brincar. Vê também uma cerca e pessoas vestindo estranhos pijamas listrados e surrados. O garoto não sabe que aquela cerca marca um campo de concentração nazista - aparentemente Auschwitz (Haja-Vista = Auschwitz), embora o nome não seja citado nenhuma vez -, muito menos que os pijamas são as vestes de homens e mulheres condenados à morte. Tanto ignora o mundo da guerra que não consegue assimilar que o chefe de seu pai seja chamado de Führer. Para ele, Adolf Hitler é o Fúria. São esses pequenos detalhes que nos lembram, o tempo todo, de que se trata de uma criança contando a história.

Andando pelas redondezas, ele acaba chegando até a cerca que avistava de sua casa. Atrás dela está um garotinho vestindo os tais pijamas listrados, Shmuel. Bruno pensa que a vida do menino é muito mais animada que a sua, pois ele tem diversos amigos de pijamas para brincar. Percebe que Shmuel tem fome, mas sempre acaba comendo o lanche no percurso até o local. A diferença berrante de condição social não impede que os estabeleçam uma amizade bonita à medida que o tempo passa. Eles brincam, conversam, tentam descobrir mais um sobre o outro. A única coisa que os divide é a tal cerca mas, para garotos de nove anos, isto não é uma barreira. Não por muito tempo.

E, claro, não posso esquecer de falar do filme, que foi muito bem reproduzido. Para minha surpresa, a essência do livro não foi perdida, nem mesmo seu roteiro. Está tudo lá, na telinha e nas atuações bonitas dos dois atores mirins. Fotografia linda, pureza onde não há, beleza onde só há morte. Vale tanto a pena quanto o livro!


Uma história linda, triste e especialmente simples, sem jamais perder o toque cruel da guerra.
Cia. das Letras, 189 páginas.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O silêncio dos amantes - Lya Luft


"(...) Lya Luft mais uma vez nos surpreende com histórias ligadas por alguns de seus temas prediletos desde os primeiros livros: a incomunicabilidade e o silêncio entre pessoas que se amam ou deviam se amar (...)".

Utilizo este trecho da sinopse porque não há maneira melhor de explicar os vinte contos reunidos na obra de Lya Luft. É justamente a falta de diálogo que ela nos propõe a encarar, bem como os problemas sem solução que podem resultar disso. A autora nos leva pelos caminhos tortuosos e tristes da vida familiar, a pureza e o obscuro do cotidiano, a incompreensão e o calar incômodo nos relacionamentos. Utiliza também uma pitada de sobrenatural, como no texto "Encontros", onde uma mulher ignorada pelo marido e pela filha descobre que tem asas e pode voar pela cidade. É uma coletânea de pequenos romances e grandes silêncios. Mais uma obra cheia de sentimento e singeleza, situações costumeiras e outras não tão comuns assim!

Algumas histórias:
"A Pedra da Bruxa": Um pai se enche se remorso por não ter dado atenção ao filho enquanto podia. O desleixo e a pressa de fazer qualquer outra coisa levaram a um fim trágico.
"O anão": Na escola os colegas debocham do anão de dez anos. Em casa, o marido culpa a esposa por ter gerado uma aberração. Preconceito, dificuldade, solidão.
"O que a gente não disse": Um suicídio e tudo que, antes dele, pairou no silêncio entre um casal. O arrependimento de não expressar seus sentimentos.
"Um copo de lágrimas": A mãe é alcoólatra. O pai tenta fazer de tudo pelos dois meninos, mas o inevitável acontece.

Mas nada como "Uma em duas", onde uma mulher enxerga as duas partes que a compõe. Aquela que se preocupa exclusivamente com os outros - muitas vezes sem receber sequer um agradecimento -, e a que está se lixando para o mundo. Maneira espetacular que Lya Luft encontrou de expor os dilemas pelos quais todos passamos.


Editora Record, 159 páginas (para ler bem rapidinho e se emocionar a cada três páginas).

domingo, 23 de janeiro de 2011

No cinema e no sofá: Chicago


Para os aficionados em filmes, o blog Leituras e Pitacos inaugura hoje uma coluna dedicada especialmente aos sucessos da telinha: No cinema e no sofá. Clássicos, febres, lançamentos e antiguidades. Tudo terá chance de figurar por aqui.

E para começar, o musical filmado pela segunda vez em 2002: Chicago. Com um elenco de peso e direção do experiente coreógrafo Rob Marshall, o filme explodiu e faturou seis premiações do Oscar. O roteiro conta a história de Velma Kelly e Roxie Hart, a primeira uma vedete aclamada e a segunda uma aspirante à tal profissão. Velma, interpretada pela maravilhosa Catherine Zeta-Jones, matou a irmã e o marido após descobrir a traição dos dois. Roxie, vivida por Renée Zellweger (a ex-gordinha de "O diário de Bridget Jones"), mata seu amante quando descobre que ele mentiu sobre ter contatos que poderiam colocá-la nos palcos dos anos vinte, seu único sonho. Quando Roxie é presa, Velma já é uma espécie de rainha do presídio. Richard Gere encarna o advogado de ambas, um homem astuto e falastrão, cuja lábia já é famosa. Além dos três, também brilham na telinha Queen Latifah, a Mama do presídio feminino, John C. Reilly, o marido de Roxie, e Lucy Liu em uma breve participação.

Em Chicago, as cenas musicais habitam a mente dos personagens. Funciona como uma linha divisória: a realidade fica nas cenas comuns e a imaginação nas dançantes. Isto faz com que o filme seja acessível mesmo para aqueles que detestam os saltos que os musicais costumam dar, interrompendo muitas vezes a linha padrão do roteiro.
Mas Chicago não é só cantoria e roupa bonita, não. Ele mostra, debaixo de todo o glamour, assuntos polêmicos e eternamente atuais. A corrupção do sistema judicial e suas distorções, bem como conduta errada de informações pela imprensa e seu sensacionalismo, este último sempre prejudicial. Fica explícita, ainda, a falta de escrúpulos que muitas pessoas têm para alcançar seus objetivos. Lançando mão de mentiras, Roxie consegue que a imprensa a pinte como inocente e imaculada, figura muito distante da realidade.
Outro ponto explorado pelo filme é a rapidez com que uma notícia se torna remota. Um assunto extremamente comentado hoje pode ser esquecido amanhã, quando sangue novo surgir. Alguém que faz sucesso hoje pode ser substituído amanhã por um novo talento. O fluxo nunca cessa e a imprensa é a primeira a se desfazer do que já não interessa mais. Quando Velma e Roxie se tornam dois destes assuntos deixados para trás, descobrem que apenas passando por cima de seu desgosto mútuo conseguirão voltar a brilhar.


Uma obra visual linda, onde cada coreografia vale o tempo gasto em frente à televisão!

O clube mefisto - Tess Gerritsen


Tess Gerritsen conta, no epílogo deste livro, que sempre foi fascinada pelos mitos do mundo antigo e que comprou um exemplar de "O Livro de Enoque" em uma viagem à Inglaterra. O livro em questão conta a história de Enoque - teoricamente bisavô de Noé - e foi rejeitado pelo cristianismo. Fala sobre os Sentinelas, anjos que se relacionavam sexualmente com humanas e geravam, por consequência, uma raça mista: os espíritos malignos ou nefilins, criaturas extremamente cruéis.

É, basicamente, uma lenda que procura explicar o mal. Tess Gerritsen resolveu partir desta lenda para escrever "O clube mefisto", sexto livro da série policial de Jane Rizzoli e Maura Isles (e último publicado no Brasil até o presente momento). A autora parte do princípio de que a lenda poderia ser real e que, sendo assim, espíritos malignos circulam entre nós escondidos em corpos humanos. Isto, segundo ela, explicaria as maldades que a ciência não pode explicar. Carnificinas, massacres, crimes brutais... Atos impensáveis seriam cometidos pelo Mal, uma espécie completamente diferente dentro de um corpo igual ao nosso. O exemplo que ela própria cita é Vlad, o Empalador, que utilizava métodos de tortura até com seus súditos.

Voltando à obra: Um assassinato com requintes de crueldade traz a detetive Jane Rizzoli de volta às ruas para mais uma investigação às vésperas do natal. Casa ensanguentada, mesa posta para quatro lugares, uma mão cortada em um dos pratos. Na cozinha, a cabeça de Lori-Ann Tucker é posicionada no centro de um círculo de velas pretas. Nas paredes, símbolos satânicos e a palavra PECCAVI que, em latim, significa "eu pequei". Tudo escrito e desenhado com uma substância vermelha. O que parecia só mais um assassinato na cidade de Boston, transforma-se em algo que ninguém consegue decifrar.
As coisas pioram quando uma detetive recém chegada à divisão de homicídios é assassinada na casa de Antony Sansone, um homem podre de rico e extremamente poderoso. Sua influência, aparentemente, chega até mesmo ao FBI e demais organizações. Integrante do Clube Mefisto, Sansone e os outros membros do grupo estudam o Mal e suas vertentes. Acreditam nas palavras do "Livro de Enoque" e tentam incutir na cabeça de Rizzoli e Isles que sim, foi o Mal personificado quem cometeu os assassinatos. É informação demais para duas mentes céticas, mas muitas coisas terríveis ainda estão por acontecer.
Enquanto isso, Lily Saul foge constantemente, não permanecendo mais do que seis meses na mesma cidade. Sempre apavorada e tentando mesclar-se com a multidão, Lily é uma mulher de 28 anos com um passado horrível e uma perseguição interminável. Ela é a caça do Mal e sabe disso.

Particularmente, não compartilho da ideia de que esse tipo de lenda possa ter algo de verdadeiro. Creio que os humanos têm capacidade mais do que suficiente para serem cruéis e cometerem atos abomináveis sem, para tanto, serem mais do que humanos. Mesmo assim, Tess Gerritsen fez, mais uma vez, um ótimo trabalho. Aliando os crimes e a investigação policial à esse seu novo lado sobrenatural, ela trouxe um tempero diferente à serie, sem jamais abandonar as explicações racionais. Mais uma obra-prima da japinha!
Veja as resenhas sobre os outros cinco livros da série: O cirurgião, O dominador, O pecador, Dublê de Corpo, Desaparecidas.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Woody Allen - Que loucura!


Sou suspeita para falar sobre qualquer obra produzida por Woody Allen, seja no cinema ou na literatura. Dono de uma das mentes mais criativas e neuróticas do mundo, seu trabalho me conquistou há muito tempo. E a L&PM Pocket fez um ótimo trabalho publicando várias das obras do autor.

"Que loucura!" - originalmente "Side Effects" - foi publicado em 1980 e contém dezessete textos do escritor, um mais engraçado que o outro. Mas, mesmo utilizando a veia humorística, Woody Allen consegue questionar diversas faces dos seres humanos. Situações corriqueiras e outras bastante delirantes e improváveis recheiam as páginas deste livro, trazendo-nos questões existencialistas, neuroses, frustrações e confrontos com nossa própria mente, exatamente como Woody Allen gosta! Neste caso, o livro é composto por narrativas bem construídas de poucas páginas, extremamente agradáveis e divertidas, mas sem jamais abandonar a crítica social e as dúvidas que assolam a maior parte das cabeças pensantes do mundo. Como era de se esperar, a grande maioria gira em torno da tal loucura.

Em "O caso Kugelmass", por exemplo, Kugelmass é um cara casado, mas determinado a ter um caso. É Persky - O Grande Persky - quem resolve seus problemas, levando-o a um armário de aparência ordinária e mandando que escolha uma mulher da literatura, qualquer uma, para conhecer. Kugelmass acaba, assim, indo parar no meio da história de Madame Bovary, livro de Gustave Flaubert. Ele se envolve com Emma Bovary e distorce o clássico já tão conhecido mundialmente.

Já em "Na pele de Sócrates", Woody Allen exalta a grandeza dos filósofos gregos, que tão corajosamente desafiavam a vida em favor de seus princípios, sucumbindo à morte, se assim fosse necessário, para não abandoná-los. O escritor coloca-se na pele de Sócrates e imagina, durante um diálogo com Ágaton e Símias, se seria capaz de manter a mesma bravura.

Mesmo munido de seu sarcasmo brilhante, da comédia e de suas paranóias, Woody Allen explana, em "Que loucura!", uma extensa gama das relações humanas. E, explicando o título do livro, afirma e questiona: "A loucura é relativa. Quem pode definir o que é verdadeiramente são ou insano?". Porque, afinal, tudo é sempre uma questão de ponto de vista.

 
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